sábado, 17 de novembro de 2012

Sem sentido

As horas quase voltam a ser o que eram, somos tomados pela falta de habito, nada mais. Cheiro seu hálito entre as folhas velhas do livro amarelado. Caminho por entre as páginas gastas que um dia foram deixadas para trás. Planos são postos lado a lado na expectativa de um dia serem retomados. Cumprimos destinos, eles nem sempre nos pertenceram. Hoje em dia você me salva do penhasco, mas dessa forma logo esqueço o que ia pensando. Talvez mais valesse uma queda bem organizada. As roupas secam no varal, a estufa volta a seu funcionamento padrão enquanto planejamos a janta entre coelhos. Faço uma pilha de livros que vai logo se inclinando e rápido estamos naquela velha torre. Guardo seu nome em um bilhetinho de papel bem amassado entre coisas guardadas. Dessa forma não corremos o risco de sermos descobertos, se me perguntar nego. Com a tesoura fazemos curvas em folhas de papel colorido até que tenhamos uma forma interessante, e se nunca chegar ao poto, nunca paramos.

Inscrevi-me naquela vaga de emprego quase em dúvida de quem era eu. Quando chamaram-me pelo cargo fiquei em dúvida se era realmente por aquele nome que me chamam. De que servem nomenclaturas para quem acorda ainda com sono? Os dias passam meio ensolarados e quando vemos já é meia-noite. Acorda diz o cuco incolor sobre a cabeceira.

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